Por aí…

Mais uma nova parceria com as fofíssimas do site BBel, e eu estou amando!

Lá se encontra todo tipo de assunto que pode simplificar e organizar a vida de todo tipo de mulher.

Já tem duas colunas minhas no ar, e eu adorei fazê-las, tenho várias pautas aqui para produzir e espero que vocês gostem bastante!

Como sempre, estou aberta a sugestões para colunas, qualquer assunto que seja especial para vocês, deixa aqui nos coments que eu já coloco na minha listinha!

Bom dia!

Uma tarde na Liberdade

 

 

As fotos estão meio tortas ou fora de foco, mas é que eu estava ocupada demais sendo feliz…

“A vida não é uma pergunta a ser respondida. É um mistério a ser vivido. ” – Buda

DESABAFO

Muito se fala sobre a falta de legislação e proteção por direitos autorais em sites de moda. Quem trabalha e vive disso procura se protejer como pode e acima de tudo começa o trabalho de defender seu conteúdo defendendo o conteúdo de terceiros, citando seus autores e criando links para as páginas das referências e sites originais.

Mas não é por isso que venho desabafar, esse desabafo seria coletivo e todos nós blogueiros ainda conseguiremos um dia criar nosso próprio código de ética, com ou sem leis. Esse não é um desabafo de blogueira, é um desabafo de profissional.

Ao longo dos anos desenvolvi todo tipo de trabalho que podia na área de moda, uma mistura de vontade de aprender com hedonismo universitário, mas com o amadurecimento profissional chegando procurei ver o que estava mais presente na minha jornada. A internet sempre me pareceu voltar em qualquer trabalho ou em qualquer freelance. Comecei a escrever para blogs e revistas variados e comecei a me firmar como jornalista. Fiz os cursos para me especializar, busquei meu regisro na MTB e agora procuro um espaço para chamar de meu.

Nesse trajeto vi a importância da internet para a distribuição de informação e conteúdo e estudei maneiras de otimizar as ferramentas e fazer do jornalismo na internet algo rentável.

De boca em boca cheguei ao Comunidade Moda gerido por Paulo Fernando Dias de Oliveira.

O gestor em questão apresentou o site apontando seus defeitos e o que gostaria de fazer para melhorá-lo. O conteúdo, a navegação e a “essência” dinâmica características de suas fotos amadoras que ele gostaria de manter como identidade principal do site, mas acima de tudo o site precisaria ser rentável e ele queria mesmo era encher o site de anúnciantes, prometendo a mim e a parceira que me levou a esse projeto 25% dos lucros obtidos através destes anúncios.

Apresentei uma proposta que envolvia consultoria de imagem para transformar o site em um portal de pesquisas mudando seu layout e identidade visual, consultoria de novas mídias para inserir esse projeto na internet fazendo uso preciso das ferramentas de divulgação disponíveis na rede e por fim desenvolvimento de conteúdo.

A proposta foi aprovada, comecei um planejamento para o inicio do desenvolvimento do portal levando para o Paulo Fernanando um profissional de web de confiança com orçamento e formas de pagamento viáveis para ambos. A partir daí comecei o plano de negócios para venda de espaços para anúncios no site.

Com esse conteúdo pronto foi marcada uma reunião com o Paulo Fernando e os demais parceiros para assinatura de um contratato de prestação de serviços. Paulo se mostrou receoso e buscou inúmeras maneiras de adiar a assinatura do contrato com argumento de que precisariam ser feitas outras reuniões sobre o site, eu respondi avisando-o que como já havíamos iniciado os trabalhos gostaríamos de assinar o contrato e receber a primeira parcela pelos serviços conforme havíamos combinado. Paulo Fernando foi rude e austero, mostrou-se infantil e disse que só assinaria o contrato para nos agradar. Um dia após esse acontecimento Paulo alegou que seus dados (conteúdo dovisual do site) haviam sido “hackeados” e que ele estava desesperado sem saber o que ia ser do site.

Apresentei formas de corrigir a possível perda de conteúdo e ele cedeu sentindo que a reunião aconteceria de qualquer forma. Indiquei para ele a pauta da reunião e mostrei que não havia necessidade de se preocupar com o conteúdo perdido naquele momento, faríamos a reunião para dar continuidade ao nosso projeto enquanto um terceiro resolvia esse suposto problema com as imagens. Relutante confirmou a reunião.

No dia da reunião, minha parceira se apresentou, ele não assinou nem mesmo a cópia do contrato referente a ela, disse que tinha mudado de idéia, que ia consultar um terceiro profissional para a venda de anúncios, que iria precisar dela somente para o desenvolvimento de conteúdo de história da moda, tinha desenvolvido um layout sozinho e só iria precisar do profissional que havíamos apresentado e cujo a proposta ele também já havia aprovado para fazer a programação do site.

Vendo o descaso para com todo o trabalho que eu já tinha desenvolvido, entrei em contato com o Paulo e avisei que não faria mais parte do projeto e que iria me dedicar a outro cliente. Fui respeitosa e deixei claro que meus oarceiros continuavam disponíveis para o projeto e que eu estaria sempre disponivel para o esclarecimento de maiores dúvidas. Desejei sorte e sucesso. E segui minha vida sempre em contato com meus parceiros envolvido no projeto do Comunidade Moda.

Um mês se passou, nenhum contrato foi assinado, nenhuma quantia foi paga, Paulo Fernando não entrou mais em contato com ninguém, nem ao menos para adiar o projeto, quem dirá para cancelá-lo.

Durante todo esse período Paulo Fernando Dias de Oliveira, que além de ter o site de moda, se apresenta como publicitário, engenheiro e pesquisador, se mostrou pouco profissional, intransigente e em momento algum mostrou respeito ou consideração por nós como profissionais. Desperdiçou nosso tempo e nossos recursos sem ao menos dar satisfações ou agradecer o que já havia sido feito.

Nos deixou com a impressão de que nessas reuniões queria apenas que nós mostrássemos todas as nossas idéias, para que ele as colocasse em prática sem assumir vínculos com a gente.

Isso é para mim o cúmulo da falta de respeito com um colega de trabalho.

Meu irmão me disse uma frase uma vez, que carrego como mantra quando assumo esse tipo de trabalho:

APERTAR UM PARAFUSO, QUALQUER APERTA, O DIFÍCIL É ENCONTRAR QUEM SAIBA QUAL PARAFUSO APERTAR.

Continuo disponível para esse tipo de trabalho, não deixei de crer em outros profissionais e seus projetos por causa disso.

Mas exijo respeito por mim, pelo meu tempo como profissional, pela minha ética e acima de tudo respeito por todos os parafusos que eu sei apertar.

Para saber mais sobre Paulo Fernando clique aqui e para conhecer seu site clique aqui.

Não por despeito, nem por vingança. Esse post foi escrito para mostrar como a situação foi conduzida e como fez todos os profissionais envolvidos se sentirem. Aproveito ainda para dizer que não o fiz com intenção de prejudicar ninguém. São somente os fatos como eles aconteceram. Uso da liberdade me dada como jornalista e blogueira para expor os fatos como eles se deram. Espero que com esse exemplo a situação não se repita e espero também que este post possa se manter no ar.

Saudade

Estou aqui, de madrugada para variar, lendo, revirando meus arquivos, postando no blog e uma musiquinha para amenizar a ansiedade da insônia parece apropriada…

As vezes eu fico sem pique de baixar algum album e acabo ouvindo a música no you tube mesmo…

Mas sabe quando o clipe acaba e você tá ocupado e não volta pra página e o you tube começa a rolar o próximo clipe?

Eu deixei isso acontecer hoje, várias vezes por sinal, e acabei chegando nessa música:

Não lembrava dessa música, até porquê a Alanis praticamente só é Jagged little pill pra mim…

Mas essa música tocava muito no rádio em uma certa época, e eu lembro disso por que me veio meio como um flash que preencheu meu coração de amor e saudade, no caminho para o velório da minha avó, D. Dirce, estava tocando essa música no rádio do carro…

E eu nunca nem prestei atenção na letra:

“I can be a nightmare of the grandest kind
I can withhold like it’s going out of style
I have the bravest heart that you’ve ever seen
and you’ve never met anyone who’s as positive
As I am sometimes

You see everything you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I’m ashamed
There’s not anything to which you can’t relate
And you’re still here

I blame everyone else not my own partaking
My passive-aggressiveness can be devastating
I’m the most gorgeous woman that you’ve ever known
And you’ve never met anyone_as…as everything as I am
sometimes

You see everything you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I’m ashamed
There’s not anything to which you can’t relate
and you still here

But I resist persist and speaks none of them I know
But I resist your love no matter how low or high I go

You see everything you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I’m ashamed
There’s not anything to which you can’t relate
and you’re still here
And you’re still here
And you’re still here…”

Vejam, essa música fala sobre uma pessoa cheia de falhas, mas que tem alguém que curte essas falhas e fica do lado dessa pessoa sempre, mesmo que as vezes só se vejam as coisas ruins.  E eu semprei fui cheia de falhas, vim complicada do ventre mas minha avó me via com um deslumbramento que nunca me fez sentido, mas era assim, sempre foi,independente de como eu me comportasse.

Minha avó sofreu de Alzheimer, nos seus últimos meses, não falava, não andava, não lembrava de nada, vivia mas  não existia…

Mas quando eu chegava perto dela e sussurrava: “Minha gatinha angorá, mais bonita que você não há”, como ela sussurou inúmeras vezes no meu  ouvindo desde que nasci, ela abria um enorme sorriso, e naquele segundinho, aquele momentinho meu e dela, eu sentia que ela ainda estava aqui.

Acho que por isso, eu ainda sinto em mim, no meu rosto, nos meus traços, como nossos narizes e os grandes e brilhantes olhos se parecem, nas mãos sempre quentes, na nossa alma e tudo o que nos ligava…ela ainda está aqui.

E talvez essa música me leve para o dia em que a perdi não só porque poderia descrever nosso relacionamento, mas sim por causa de uma frase que se repete na música, e se repetiu várias vezes durante aquele dia na minha cabeça:

You’re still here.

Just release and you will find

viajando, mas não para longe

e sim, para mais perto de mim…

I move in water, shore to shore

“Only love is all maroon
Gluey feathers on a flume
Sky is womb and she´s the moon”

Descobri o Bon Iver através de um post da Denise Dahdah no Tá usando.

Foi amor ao primeiro acorde…

Com a sensibilidade aflorada que venho levando aninhada na pele, no peito e na vida ele já é minha trilha sonora. (Minha cabeça realmente têm trilha sonora, assim como nos filmes e na tv, cada passo que dou vem em um pensamento com formato de narrativa (a voz da minha consciência e do meu ego) e cada momento me lembra uma música e ela fica ressoando dentro de mim o dia todo até que o momento se vá e vire lembrança…)

Fast life

“É estranho passar um tempo longe do mundo e de uma rotina fixa, se deparar novamente com os escrutínios do cotidiano de um trabalhador chega a ser um choque. Com olhos observativos, controlando a ansidade, observo as pessoas e no silêncio dos meus olhos e na ataraxia do meu semblante ninguém vê que passei horas questionando suas vidas.

Vi discussões, vozes altas, música, conversas paralelas, cheiros, movimentos, mas assim como tudo, impreterivelmente percebi primeiro suas aparências.

Me questionei com a explosão de cores, gostos e estilos. Entenda, quando se vê por um outro lado você repara além da moda e do estilo.

Eu vi, manchas de suor antigas, camisas esgarçadas, sutiãs bege aparecendo nas costas de um vestido muito cavado e todas essas imagens, se empurrando, correndo, tropeçando umas nas outras, não importa o horário do dia, empurra-empurra.  A pressa é a única linguagem.

E aí me vem o resultado das minhas observações: a pressa

Não é a vida, o dinheiro ou trabalho que os deixa assim, foram as idiossincrasias da rotina cansativa, do entra e sai, das escadarias, rampas e plataformas.

Essas pessoas desistiram delas mesmas. Pois tudo em suas vidas colidem com o tempo.

A semana, os cinco dias úteis, amontoados um em cima do outro, nada muda, todos os dias são um só.

Aqui e ali você vê alguém cansado com cara de “todo dia” mas que ainda mostra sinais de que se vê além dessa rotina, vê que sua vida vai além daquele vagão. Cabelos tingidos, bolsas coloridas, sapatos diferentes, acessórios…etc. Sinais não só de vaidade, mas também daquilo que separa suas realidades.

Mas no geral só se vêem sinais de “todo dia”, camisas manchadas e rasgadas, jeans antigos com a lavagem tão surrada que parecem amarelar, qualquer sapato com qualquer roupa, cabelos raspados ou presos em um nó… Ali na correria você vê que isso não é momentâneo, é um estilo de vida, essas pessoas são assim. Elas desistiram de mostrar qualquer sinal de outra realidade que não seja os pequenos espaços que as separam umas das outros no barulhento e enclausurante trem, elas mudariam, mas não há tempo!

Agora e por tempo inderteminado essa será sua imagem. “Esse sou eu e eu estou atrasado”!

Pressa não tem estilo.

O que me leva à questão: quantas vezes será que eu vesti a carapuça de “todo dia”, será que eu já esqueci de mim?

Ao ser expelida do vagão num empurrão coletivo vem a resposta…

Só esquecendo de si é possível sobreviver a essa rotina.

Você perde o estilo ou você perde a dignidade.

Você encara o espelho ou o tumulto.

Ou você empurra ou você é empurrado.”

*foto

Abandonado

Eu não esqueci de vocês!

Hoje é o último dia de SPFW e já já volto a postar histéricamente de novo!

beijos

Meu eu que me disse

Eu nunca soube exatamente qual seria o propósito deste blog. Eu descobri como era ter um blog em uma experência anterior e amei. Amei a dinâmica, amei os leitores, os comentários e me apaixonei. Amo ter blog.

Ultimamente o MMQD tem ficado cada vez mais pessoal, e eu sinto que ele está se transformando em mais um blog como qualquer outro na rede. Não que isso seja ruim, pois eu tenho vocês que me lêem e eu adoro saber que vocês existem e compartilham essa experiência comigo.

Aqui eu desabafo, faço graça, ouço música com vocês, dou risada com vocês, choro com vocês, conheci mais gente legal com trabalhos muito legais na rede. O MMQD até me abriu porta para trabalhos.

Não vou deletar o blog, nem deixar de postar. O MMQD vai ser o que é até não o ser mais.

Mas esse post é mais uma coisa que compartilho com vocês, a vontade de fazer algo novo,  crescer com o amor que descobri aqui.

Então em breve, não sei quando, vão pintar algumas novidades.

Eu espero que vocês gostem de seja lá oque vem por aí e espero que vocês continuem gostando e me vistando aqui sempre.

com carinho,

Nic.

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