Muito se fala sobre a falta de legislação e proteção por direitos autorais em sites de moda. Quem trabalha e vive disso procura se protejer como pode e acima de tudo começa o trabalho de defender seu conteúdo defendendo o conteúdo de terceiros, citando seus autores e criando links para as páginas das referências e sites originais.
Mas não é por isso que venho desabafar, esse desabafo seria coletivo e todos nós blogueiros ainda conseguiremos um dia criar nosso próprio código de ética, com ou sem leis. Esse não é um desabafo de blogueira, é um desabafo de profissional.
Ao longo dos anos desenvolvi todo tipo de trabalho que podia na área de moda, uma mistura de vontade de aprender com hedonismo universitário, mas com o amadurecimento profissional chegando procurei ver o que estava mais presente na minha jornada. A internet sempre me pareceu voltar em qualquer trabalho ou em qualquer freelance. Comecei a escrever para blogs e revistas variados e comecei a me firmar como jornalista. Fiz os cursos para me especializar, busquei meu regisro na MTB e agora procuro um espaço para chamar de meu.
Nesse trajeto vi a importância da internet para a distribuição de informação e conteúdo e estudei maneiras de otimizar as ferramentas e fazer do jornalismo na internet algo rentável.
De boca em boca cheguei ao Comunidade Moda gerido por Paulo Fernando Dias de Oliveira.

O gestor em questão apresentou o site apontando seus defeitos e o que gostaria de fazer para melhorá-lo. O conteúdo, a navegação e a “essência” dinâmica características de suas fotos amadoras que ele gostaria de manter como identidade principal do site, mas acima de tudo o site precisaria ser rentável e ele queria mesmo era encher o site de anúnciantes, prometendo a mim e a parceira que me levou a esse projeto 25% dos lucros obtidos através destes anúncios.
Apresentei uma proposta que envolvia consultoria de imagem para transformar o site em um portal de pesquisas mudando seu layout e identidade visual, consultoria de novas mídias para inserir esse projeto na internet fazendo uso preciso das ferramentas de divulgação disponíveis na rede e por fim desenvolvimento de conteúdo.
A proposta foi aprovada, comecei um planejamento para o inicio do desenvolvimento do portal levando para o Paulo Fernanando um profissional de web de confiança com orçamento e formas de pagamento viáveis para ambos. A partir daí comecei o plano de negócios para venda de espaços para anúncios no site.
Com esse conteúdo pronto foi marcada uma reunião com o Paulo Fernando e os demais parceiros para assinatura de um contratato de prestação de serviços. Paulo se mostrou receoso e buscou inúmeras maneiras de adiar a assinatura do contrato com argumento de que precisariam ser feitas outras reuniões sobre o site, eu respondi avisando-o que como já havíamos iniciado os trabalhos gostaríamos de assinar o contrato e receber a primeira parcela pelos serviços conforme havíamos combinado. Paulo Fernando foi rude e austero, mostrou-se infantil e disse que só assinaria o contrato para nos agradar. Um dia após esse acontecimento Paulo alegou que seus dados (conteúdo dovisual do site) haviam sido “hackeados” e que ele estava desesperado sem saber o que ia ser do site.
Apresentei formas de corrigir a possível perda de conteúdo e ele cedeu sentindo que a reunião aconteceria de qualquer forma. Indiquei para ele a pauta da reunião e mostrei que não havia necessidade de se preocupar com o conteúdo perdido naquele momento, faríamos a reunião para dar continuidade ao nosso projeto enquanto um terceiro resolvia esse suposto problema com as imagens. Relutante confirmou a reunião.
No dia da reunião, minha parceira se apresentou, ele não assinou nem mesmo a cópia do contrato referente a ela, disse que tinha mudado de idéia, que ia consultar um terceiro profissional para a venda de anúncios, que iria precisar dela somente para o desenvolvimento de conteúdo de história da moda, tinha desenvolvido um layout sozinho e só iria precisar do profissional que havíamos apresentado e cujo a proposta ele também já havia aprovado para fazer a programação do site.
Vendo o descaso para com todo o trabalho que eu já tinha desenvolvido, entrei em contato com o Paulo e avisei que não faria mais parte do projeto e que iria me dedicar a outro cliente. Fui respeitosa e deixei claro que meus oarceiros continuavam disponíveis para o projeto e que eu estaria sempre disponivel para o esclarecimento de maiores dúvidas. Desejei sorte e sucesso. E segui minha vida sempre em contato com meus parceiros envolvido no projeto do Comunidade Moda.
Um mês se passou, nenhum contrato foi assinado, nenhuma quantia foi paga, Paulo Fernando não entrou mais em contato com ninguém, nem ao menos para adiar o projeto, quem dirá para cancelá-lo.
Durante todo esse período Paulo Fernando Dias de Oliveira, que além de ter o site de moda, se apresenta como publicitário, engenheiro e pesquisador, se mostrou pouco profissional, intransigente e em momento algum mostrou respeito ou consideração por nós como profissionais. Desperdiçou nosso tempo e nossos recursos sem ao menos dar satisfações ou agradecer o que já havia sido feito.
Nos deixou com a impressão de que nessas reuniões queria apenas que nós mostrássemos todas as nossas idéias, para que ele as colocasse em prática sem assumir vínculos com a gente.
Isso é para mim o cúmulo da falta de respeito com um colega de trabalho.
Meu irmão me disse uma frase uma vez, que carrego como mantra quando assumo esse tipo de trabalho:
APERTAR UM PARAFUSO, QUALQUER APERTA, O DIFÍCIL É ENCONTRAR QUEM SAIBA QUAL PARAFUSO APERTAR.
Continuo disponível para esse tipo de trabalho, não deixei de crer em outros profissionais e seus projetos por causa disso.
Mas exijo respeito por mim, pelo meu tempo como profissional, pela minha ética e acima de tudo respeito por todos os parafusos que eu sei apertar.
Para saber mais sobre Paulo Fernando clique aqui e para conhecer seu site clique aqui.
Não por despeito, nem por vingança. Esse post foi escrito para mostrar como a situação foi conduzida e como fez todos os profissionais envolvidos se sentirem. Aproveito ainda para dizer que não o fiz com intenção de prejudicar ninguém. São somente os fatos como eles aconteceram. Uso da liberdade me dada como jornalista e blogueira para expor os fatos como eles se deram. Espero que com esse exemplo a situação não se repita e espero também que este post possa se manter no ar.